Castração

A castração consiste em uma cirurgia feita em cães e gatos, fêmeas e machos, para impedir que se reproduzam descontroladamente.  Em seis anos, uma cadela e seus descendentes podem gerar  até 73 mil filhotes! No caso das gatas esse número é ainda maior, em torno de 240 mil gatinhos! São números realmente assustadores, desconhecidos da maioria das pessoas. Isso explica o grave problema da superpopulação desses animais, com a morte de milhares deles. Isso pode ser evitado por meio da informação.

 

Como funciona?

Nas fêmeas, consiste na retirada do útero, trompas e ovários. Nos machos, a retirada dos testículos.
A cirurgia é feita com anestesia geral, é simples mas deve ser executada apenas por veterinários devidamente habilitados para tal. O animal não precisa ficar internado e, em torno de uma semana estará totalmente recuperado.
Recomenda-se que a castração da fêmea seja feita antes do primeiro cio.

 

Mitos e verdades

 

“A castração deixa o animal gordo”
Falso. A castração pode causar aumento do apetite, mas se a ingestão de alimento for controlada e o dono não ceder às vontades do animal, o peso será mantido. Recomenda-se um aumento nas atividades físicas do animal para facilitar a manutenção de seu peso. A obesidade após a castração é causada, na maioria das vezes, pelo dono e não pela cirurgia.

 

“O custo da castração é muito alto e não compensa”
Falso . O custo da operação será amplamente compensado por futuros gastos com alimentação, vacinas, etc. do animal gestante e das crias. Ou de eventuais complicações no parto ou ainda despesas com cirurgias e medicamentos decorrentes de doenças em animais não castrados (ex. Piometra). Hoje, várias clínicas realizam castrações a preços reduzidos ou facilitam o pagamento.

 

“A castração mutila o animal, é uma cirurgia cruel!”
Falso. A cirurgia de castração é simples e rápida e o pós operatório bastante tranqüilo, principalmente em animais jovens. É utilizada anestesia geral e dentro de um ou dois dias, o animal estará brincando e retomará suas atividades normais.

 

“A castração evita câncer na fêmea”
Verdadeiro. As fêmeas castradas antes de 1 ano de idade, têm chance bastante reduzida de desenvolver câncer de mama na fase adulta, se comparado às fêmeas não castradas. A possibilidade de câncer de mama é praticamente zero quando a castração ocorre antes do primeiro cio. A retirada do útero anula a chance de problemas uterinos bastante comuns em cadelas após os 6 anos de idade, como a piometra.

 

“O macho castrado não tem interesse pela fêmea”
Falso. Muitos machos castrados continuam a ter interesse por fêmeas, embora ele seja menor comparado a um animal não castrado. Se o macho é castrado e há uma fêmea no cio na casa, ele pode chegar a cruzar com ela normalmente, sem que haja fecundação.

 

“Castrando os machos eles deixam de fazer xixi pela casa”
Verdadeiro. Uma característica dos machos é demarcar o território com a urina. Se o macho, cão ou gato, for castrado antes de uma ano de idade, ele não demarcará território na fase adulta. A castração é indicada também para animais adultos que demarcam território urinando pela casa.

 

“Deve-se castrar a fêmea após ela ter dado cria”
Falso. Ao contrário do que alguns pensam, a cadela não fica com problemas psicológicos por não ter tido filhotes. Essa é uma característica humana que não se aplica aos animais. Se considerarmos a prevenção de câncer em glândulas mamárias, ela será 100% eficaz, segundo estudos, se feita antes do primeiro cio. O ideal é castrar o quanto antes.

 

“Eu sempre arrumo pra quem dar os filhotes”
Falso. É comum a atitude de querer se livrar de um problema. É sempre bom lembrar que uma fêmea pode gerar dezenas de filhotes que, por sua vez, crescerão e terão outras crias, multiplicando o problema. Para que deixar novos filhotes nascerem se não há lares suficientes para os que já existem?

 

- “Ele não tomará mais conta da casa.”
Falso. Os animais castrados não perdem o instinto de proteger seu território. Por outro lado, perde o indesejável costume de urinar em diversos cantos. Cabe ainda lembrar que animais castrados ficarão mais caseiros, deixando de se envolver em brigas na disputa de fêmeas.

 

- “Eu estarei interferindo na natureza do meu animal?”
Seu animal não tem escolha, segue apenas o instinto. É dever do proprietário intervir e prevenir nascimentos indesejados. O animal será beneficiado e não subtraído de algo.

 

Ajude a combater a superpopulação o abandono: castre seu cão ou gato, machos e fêmeas!

 

 

Por que castrar os machos?
1. Evitar fugas.
2. Evitar demarcação do território (xixi fora do lugar).
3. Evitar agressividade motivada por excitação sexual constante.
4. Evitar tumores testiculares.
5. Controle populacional, evitando o aumento do número de animais de rua.
6. Evitar a perpetuação de doenças geneticamente transmissíveis como epilepsia, displasia coxo-femural, catarata juvenil, etc..

Se levarmos em conta quantas vezes um animal macho terá oportunidade de acasalar durante toda a sua vida reprodutiva, seria mais conveniente diminuir sua atração sexual pelas fêmeas, através da castração. O animal “inteiro” excita-se constantemente a cada odor de fêmea no cio, sem que o acasalamento ocorra, ficando irritado e bastante agitado, motivando a fuga de muitos. O dono precisa vencer o preconceito, algo que é inerente aos humanos apenas, e pensar na castração como um benefício para seu animal.

 

Por que castrar as fêmeas?
1. Evitar acasalamentos indesejáveis, principalmente quando se tem um casal de animais de estimação.
2. Evitar câncer em glândulas mamárias na fase adulta.
3. Evitar piometra (grave infecção uterina) em fêmeas adultas.
4. Evitar episódios freqüentes de “gravidez psicológica” e suas conseqüências como infecção das tetas.
5. Evitar cios.
6. Controle populacional, evitando o aumento do número de animais de rua.
7. Evitar a perpetuação de doenças geneticamente transmissíveis como epilepsia, displasia coxo-femural, catarata juvenil, etc.

8. Elimina a inconveniente perda de sangue das cadelas no período de cio, assim como as desagradáveis reuniões de machos na porta de sua residência;

 

É errado o conceito de que a castração só deve ser feita em cadelas de rua. Se o proprietário não tem intenção de acasalar sua fêmea, seja ela de raça ou não, é desnecessário enfrentar-se cios a cada 6 meses, riscos de gravidez indesejável e, principalmente, de doenças como câncer de mama e piometra. A castração garante uma vida adulta bastante saudável para as fêmeas e bem mais tranqüila para os donos.